Inovação e Tecnologia

Design Thinking: Saiba Como Agregar Mais Valor ao Seu Negócio

Ao longo da última década, o termo “Design Thinking” tornou-se popular e amplamente aceito no mundo empresarial.

Os empresários há muito falam sobre a necessidade de “pensar fora da caixa” e encontrar novas formas criativas para desenvolver produtos e serviços, mas o que realmente significa “Design Thinking” e por que as empresas devem se preocupar com isso?

Adiantamos que o Design Thinking trouxe uma verdadeira “revolução” para a forma de pensar das organizações, tornando-se uma “orientação central” para a inovação, além de promover uma oferta de soluções para o mercado.

É por isso que o Design Thinking pode ser uma ferramenta de grande valia para o desenvolvimento do seu negócio.

Internet, negócios e criatividade: um denominador comum

Modalidade Design Thinking
Créditos: Freepik

Na “Era da Internet”, a pressão para acompanhar os avanços tecnológicos nunca foi tão grande.

A tecnologia permite que as pessoas se comuniquem e colaborem além das fronteiras.

Os dispositivos móveis, como smartphones e tablets, combinados com o poder da internet, revolucionaram a forma como as empresas funcionam.

Armazenar informações em um sistema de computação em nuvem em vez de em um PC tornou as informações facilmente acessíveis a qualquer hora e em qualquer lugar.

Empresas como a Uber e a Netflix mudaram as regras industriais com seus modelos de negócio diferenciados e usando novas tecnologias para alcançar seus objetivos.

Como os consumidores exigem produtos e serviços mais sofisticados, não há dúvida de que a tecnologia desempenha um papel vital na forma como as empresas continuam a evoluir na busca pela inovação.

Mas com tanta tecnologia disponível, será que isso deve significar o fim da interação tradicional que foca em empresas e clientes?

É aqui que o Design Thinking desempenha um papel crucial na forma como as empresas formulam seus modelos comerciais.

O que é Design Thinking?

O que é Design Thinking
Créditos: Freepik

Design Thinking é um processo iterativo no qual se procura entender o usuário, desafiar os pressupostos e redefinir os problemas na tentativa de identificar estratégias e soluções alternativas, as quais, aliás, podem não ser instantaneamente aparentes em um nível inicial de compreensão.

Ao mesmo tempo, o Design Thinking fornece uma abordagem baseada em solução para resolver problemas.

É uma maneira de pensar e trabalhar, bem como uma coleção de métodos práticos para que tudo ocorra conforme o planejado.

O Design Thinking baseia-se em lógica, imaginação, intuição e raciocínio sistêmico para explorar possibilidades do que poderia ser – e para criar resultados desejados que beneficiem o usuário final (o cliente).

Também pode contribuir com um processo de questionamento que considera:

  • O problema
  • Seus pressupostos
  • Suas implicações.

Neste viés, o Design Thinking é extremamente útil para resolver problemáticas que estão mal definidas ou até mesmo ainda são desconhecidas, reestruturando-as de forma que centrem no ser humano.

Contribui, também, com a criação de ideias durante sessões de brainstorming e adota uma abordagem prática em prototipagem e testes.

Finalmente, o Design Thinking também envolve a “experimentação contínua”, como:

  • Esboço,
  • Prototipagem,
  • Testes,
  • Uso de novos conceitos e ideias.

A discussão sobre o Design Thinking ganhou corpo após essa publicação da Harvard Business Review.

Abordamos “o que é Design Thinking”, agora passaremos às fases do Design Thinking.

Fases do Design Thinking

Fases do Design Thinking
Crédito: Freepik

Há diversas variantes do processo de engajamento do Design Thinking, que podem ter 3 a 7 fases ou etapas.

No entanto, todas as variantes do Design Thinking são muito semelhantes e incorporam os mesmos princípios, os quais foram descritos pela primeira vez pelo ganhador do Prêmio Nobel, Herbert Simon, em 1996.

Aqui, nos concentraremos no modelo de 5 fases:

  • Tenha empatia com seus usuários
  • Defina as necessidades dos seus usuários, seu problema e suas ideias
  • Inove, desafiando premissas e criando ideias para soluções inovadoras
  • Crie novas soluções (ou protótipos)
  • Teste essas novas soluções

É importante notar que as cinco fases, estágios ou modos nem sempre serão sequenciais e muito menos precisam seguir ordem específica, podendo ocorrer em paralelo ou até mesmo serem iterativamente repetidas.

Salienta-se, ainda, que você não deve entender as fases como um processo hierárquico ou como um “passo a passo”.

Ao invés disso, observe esse processo do Design Thinking como uma visão geral dos modos ou fases e que certamente contribuirão para um projeto inovador.

O que torna o Design Thinking tão especial é que esse “processo de trabalho” comumente utilizados por profissionais designers pode ajudar a extrair, ensinar, aprender e aplicar sistematicamente essas técnicas focadas no ser humano para resolver problemas de forma criativa e inovadora, seja em nossos projetos, em nossos negócios ou em nossas vidas.

Não é raro também que os grandes artistas, em diversos campos como literatura, arte, música, ciência, engenharia e negócios praticaram e ainda praticam o Design Thinking.

Compreender esses 5 estágios capacitará qualquer um a aplicar a metodologia Design Thinking para resolver problemas complexos.

1. Empatia

A primeira etapa da metodologia Design Thinking é ter uma compreensão empática do problema que você está tentando resolver.

Isso envolve a consulta de especialistas para descobrir mais sobre a área de preocupação – através da observação, envolvimento e empatia propriamente dita – com as pessoas para entender suas experiências e motivações, bem como imergir-se no ambiente físico para ter uma compreensão pessoal mais profunda das questões envolvidas.

A empatia é crucial para um processo de design centrado no ser humano, como Design Thinking, e permite que os “pensadores” reservem seus próprios pressupostos sobre o mundo, a fim de obter informações sobre os usuários e suas necessidades.

A depender das restrições de tempo, uma quantidade substancial de informações é colhida nesta fase para ser usada durante a próxima etapa, a fim de melhor desenvolver a compreensão acerca dos usuários, suas necessidades e os problemas que estão subjacentes ao desenvolvimento de um produto ou serviço em particular

2. Definição do problema

Durante o estágio de definição, é preciso juntar informações criadas e reunidas durante o estágio de empatia.

Deve haver a análise das observações e sintetizá-las para definir os principais problemas identificados até aqui.

Você deve procurar definir o problema de forma centrada no ser humano.

Para ilustrar, em vez de definir o problema com o seu próprio desejo ou uma necessidade da empresa, como “nós precisamos aumentar em 5% nossa participação de mercado de produtos alimentares entre jovens adolescentes”, seria muito melhor defini-lo da seguinte forma:  “jovens adolescentes precisam comer alimentos nutritivos para prosperarem, serem saudáveis e se desenvolverem”.

A etapa de definição ajudará a reunir excelentes ideias para estabelecer recursos, funções e outros elementos que lhes permitam solucionar os problemas ou, pelo menos, permitir aos usuários resolverem os problemas com o mínimo de dificuldade.

Posteriormente, é possível progredir para a terceira etapa, a inovação, fazendo perguntas que podem ajudá-lo a procurar novas ideias como soluções.

Exemplo: “Como incentivar as adolescentes a realizarem uma ação que as beneficie e que também envolva um produto, alimento ou serviço oferecido pela empresa? ”

3. Inovação

Durante a terceira etapa do processo de Design Thinking, há a inovação, por meio da geração de ideias.

Com a compreensão da empatia e com a sintetização das observações feitas no estágio da definição, provavelmente culminou-se em uma declaração de problema centrada no ser humano.

Aqui, pode-se começar a “pensar fora da caixa” para identificar novas soluções e alternativas para resolver o problema.

Existem centenas de técnicas, como Brainstorm e Brainwriting, a fim de gerar novas ideias.

4. Criação de novas soluções (protótipos)

Aqui, nessa fase da metodologia Design Thinking, uma série de versões econômicas e do produto ou recursos específicos poderão ser criadas para que possam investigar os problemas não resolvidos na etapa anterior.

Os protótipos podem ser compartilhados e testados pela própria equipe, uma vez que essa é uma fase experimental.

Logo, o objetivo é identificar a melhor solução possível para cada um dos problemas identificados nas três primeiras etapas.

As soluções são implementadas nos protótipos e, uma por uma, são investigadas e aceitas, melhoradas e reexaminadas, ou rejeitadas com base nas experiências dos usuários.

No final desta etapa, a equipe terá uma melhor ideia das restrições inerentes ao produto, os problemas que estão presentes, bem como uma melhor perspectiva sobre como os usuários reais se comportam, pensam e se sentem ao interagir com o produto final.

5. Teste

O produto é testado rigorosamente, usando as melhores soluções identificadas durante a fase de prototipagem.

Este é o estágio final do modelo de 5 etapas, mas em um processo iterativo, os resultados gerados durante a fase de teste são frequentemente usados ​​para redefinir um ou mais problemas e informar a compreensão dos usuários, as condições de uso, o que as pessoas estão pensando sobre o produto etc.

Vimos as fases da metodologia Design Thinking, agora passaremos aos princípios do design thinking.

Princípios do Design Thinking

O Design Thinking tem uma série de princípios que orientam a estrutura e o comportamento dos indivíduos que trabalham em equipe. São eles:

  • Depender de informações que partam do indivíduo ou da equipe
  • As ideias obtidas devem vir de colaboração social de pequenas equipes
  • As ideias de todos os indivíduos devem ser comunicadas e compartilhadas para tornarem-se tangíveis.
  • Não poderá haver nenhum pré-julgamento das ideias processuais. As questões podem, no entanto, ser levantadas para produzir mais ideias
  • O objetivo da ideação é maximizar as opções
  • As ideias geradas devem ser refinadas, expandidas ou eliminadas da consideração
  • A evolução bem através da repetição, e não da perfeição, através do planejamento
  • A ambiguidade é mais aceitável do que a certeza

Pensamento “padrão” x Design Thinking

Modalidade Design Thinking
Créditos: Freepik

Às vezes, a maneira mais fácil de entender algo intangível, como o Design Thinking, é fazer o raciocínio contrário, ou seja, sobre o que seria um “´pensamento padrão” e que, logo, não se enquadraria na concepção de Design Thinking.

Vamos iniciar essa análise comparativa.

Os seres humanos, naturalmente, desenvolvem padrões de pensamento inspirados nas atividades repetitivas e no conhecimento comumente acessado, os quais geralmente contribuem a aplicar rapidamente as mesmas ações e conhecimentos em situações semelhantes.

Entretanto, eles não têm o potencial de evitar que sejam desenvolvidas novas formas de ver, compreender e de resolver problemas.

Esses padrões de pensamento são muitas vezes referidos como esquemas, que são conjuntos organizados de informações e relações entre coisas, ações e pensamentos, os quais são estimulados e iniciados na mente humana quando encontramos algum estímulo no ambiente.

Um único esquema pode conter uma grande quantidade de informações.

Por exemplo, há um esquema quando pensamos em cães, o que engloba a presença de quatro pernas, pelos, dentes afiados, uma cauda, ​​patas e uma série de outras características perceptíveis.

Quando os estímulos ambientais se adéquam a este esquema, o mesmo padrão de pensamento é trazido à mente.

À medida que esses esquemas são estimulados automaticamente, isso acaba obstruindo um olhar mais adequado para a situação ou impedindo que um problema seja observado de forma a permitir uma inovação para resolvê-lo.

A resolução de problemas de forma inovadora pode ser traduzida pela frase “pensar fora da caixa”.

“Pensar fora da caixa” pode ser um verdadeiro desafio, pois, naturalmente, desenvolvemos padrões de pensamento que são modelados nas atividades repetitivas e no conhecimento de acesso comum que nos cercam.

Pense no seguinte exemplo: um motorista de caminhão que tentou passar sob uma ponte não muito alta, mas falhou, e o caminhão ficou preso naquele local, parado e sem a possibilidade de ser removido, ao menos da forma “comum”, ou seja, dirigindo.

À medida em que o caminhão ficou preso, causou enormes problemas de trânsito, o que resultou na necessidade de pedir socorro de diversos profissionais dispostos a chegar em um consenso a fim de retirar o caminhão preso.

Será que o melhor seria desmontar o caminhão? Ou a ponte?

Cada um falou de uma solução que se enquadrava dentro de seu respectivo nível de especialização.

Porém, imagine também que uma pessoa “comum”, que estava passando por ali e ouviu os planos, tenha dito o seguinte: “- Por que não apenas esvaziar os pneus?”.

Para o espanto absoluto de todos os especialistas, quando a solução foi testada, o caminhão foi capaz de ser dirigido e saiu dali com facilidade, tendo sofrido apenas o dano material causado pela tentativa inicial de passar por baixo da ponte.

Essa pequena historinha pode simbolizar o cotidiano do empreendedor e de seus colaboradores.

Muitas vezes as soluções mais óbvias são as mais difíceis de encontrar devido às restrições autoimpostas que já se leva consigo.

O resumo disso é que muitas vezes as pessoas não gostam de desafiar seus próprios pressupostos e conhecimentos cotidianos porque confiam na construção de padrões de pensamento, até para não tenham que aprender tudo a partir do zero, sempre.

Aliás, a realização dos processos cotidianos é quase inconsciente, como andar, comer, pensar etc.

Em regra, os próprios especialistas confiam tanto em seus sólidos padrões de pensamento que pode ser muito desafiador e difícil para eles começarem a questionar seus conhecimentos.

Em resumo, pode-se trazer os seguintes elementos quando se compara o método tradicional (basicamente científico) com o Design Thinking:

  • A ciência encontra semelhanças entre coisas que são diferentes
  • A arte encontra diferenças entre coisas que são semelhantes
  • O design cria “conjuntos” viáveis ​​a partir de “peças individuais”, a princípio, inviáveis

Faz sentido, portanto, sair dos pensamentos engessados criados nas organizações e desenvolver uma investigação interdisciplinar, a fim de se fomentar a inovação aplicando-se o processo de trabalho dos designers.

Design Thinking: ideias e soluções inteligentes

Design Thinking: ideias e soluções inteligentes
Créditos: Freepik

Quando os princípios de design são aplicados à estratégia e à inovação, a taxa de sucesso de inovação melhora drasticamente.

Ao se aplicar o Design Thinking, deve-se resgatar a ideia de “pensar fora da caixa”, como já abordamos.

É o mesmo pensamento que designers têm quando tentam desenvolver produtos de formas diferentes e que não respeitem os métodos tradicionais (e dominantes) para a resolução de problemas.

O design excelente possui esse “plus”, que torna os produtos mais desejáveis ​​e os serviços mais atraentes para os usuários.

O cerne ou “coração” do Design Thinking é a intenção de melhorar os produtos, analisando e entendendo como os usuários interagem com os produtos e investigando as condições em que operam.

Tão importante quanto é o interesse e a capacidade de fazer perguntas significativas que envolvam premissas desafiadoras.

Uma vez que questionamos e investigamos as condições de um problema, o processo de geração de soluções nos ajudará a produzir ideias que reflitam as restrições e as facetas deste problema particular.

Com isso, o Design Thinking nos oferece um meio de encontrar uma solução mais profunda, como fazer o tipo certo de pesquisa e de protótipo e teste em produtos e serviços, de modo a descobrir novas maneiras de melhorar o produto, o serviço ou o próprio design.

A conclusão disso tudo é que por meio desse processo, você pode projetar a maneira como você conduz, gerencia, cria e inova.

O Design Thinking pode ser aplicado a sistemas, procedimentos, protocolos e experiências de clientes/usuários.

Design Thinking e Experiência do Usuário

Design Thinking e Experiência do Usuário
Créditos: Freepik

A expressão “experiência do usuário” foi criada por Don Norman, que, aliás, é Design Thinker, Cientista Cognitivo e considerado um dos “papas” desse meio.

Ele percebeu que empresários resolviam cegamente os problemas que achavam que estavam enfrentando, sem qualquer aprofundamento, estudo ou questionamentos.

Assim, Norman percebeu que os empreendedores poderiam se beneficiar de uma “boa dose” de Design Thinking.

Os designers desenvolveram uma série de técnicas para “fugir” das soluções óbvias ou muito fáceis.

Eles observam o problema original como uma sugestão, não como uma declaração final, razão pela qual pensam amplamente sobre quais os problemas reais subjacentes a esta afirmação do problema podem realmente afetá-los.

O mais importante é que o processo do Design Thinking é iterativo e expansivo.

Os designers resistem à tentação de pular imediatamente para uma solução.

Ao invés disso, eles primeiro usam certo tempo determinando qual é o problema básico e fundamental (raiz), que é o que precisa ser abordado.

Eles não tentam procurar uma solução até terem determinado o problema real, e mesmo assim, após resolverem a ”pendenga”, param para considerar uma ampla gama de outras soluções potenciais.

Depois de tudo isso, no “gran finale”, os designers poderão convergir na resposta sobre o problema.

Isso é o “Design Thinking”.

O processo de design geralmente envolve uma série de diferentes grupos de pessoas em departamentos distintos.

Por esse motivo, o desenvolvimento, a categorização e a organização de ideias e as soluções podem ser difíceis.

Logo, uma maneira de manter um projeto “nos trilhos” e de organizar as ideias centrais é com uma abordagem de Design Thinking.

O Design Thinking está firmemente baseado em uma compreensão holística e enfática dos problemas que as pessoas enfrentam, o que envolve conceitos ambíguos ou repletos de carga de subjetivos, como emoções, necessidades, motivações e mecanismos de comportamentos.

Isso contrasta com uma abordagem exclusivamente científica, onde certamente há maior distância no processo de compreensão e de teste das necessidades e emoções do usuário – por exemplo, através de pesquisas meramente quantitativas.

Especialistas comumente se referem ao Design Thinking como uma “terceira via”: uma abordagem de resolução de problemas, cristalizada no campo do design, que combina uma perspectiva holística centrada no usuário com pesquisas racionais e analíticas, a fim de criar soluções inovadoras.

O pensamento de design baseia-se na capacidade de as pessoas serem intuitivas, reconhecerem padrões, construírem ideias que tenham sentido emocional e funcionalidade, para se expressarem em meios que não sejam “palavras ou símbolos”.

Como aplicar o Design Thinking ao seu negócio

Como aplicar o Design Thinking ao seu negócio
Créditos: Freepik

Algumas das atividades científicas comumente realizadas estão ligadas à análise de como os usuários interagem com os produtos e investigando as condições em que estes operam, quais sejam:

  • pesquisando as necessidades dos usuários,
  • compartilhando experiência de projetos anteriores,
  • considerando as condições presentes e futuras específicas para o produto,
  • testando os parâmetros do problema e a aplicação prática de soluções de problemas alternativos.

Ao contrário de uma abordagem exclusivamente científica, onde a maioria das qualidades conhecidas, características e outros meandros do problema são testadas de modo a chegar a uma solução problemática, as investigações do Design Thinking incluem “elementos ambíguos do problema” a fim de revelar parâmetros anteriormente desconhecidos e descobrir estratégias alternativas.

Depois de chegar a uma série de soluções potenciais, o processo de seleção dos “pensamentos” é sustentado pela racionalidade.

Os designers são encorajados a analisar essas soluções de problemas para que possam chegar à melhor opção disponível para cada problema ou obstáculo identificado durante cada fase do processo de um projeto.

Com isso em mente, talvez seria mais adequado dizer que Design Thinking é não é apenas “pensar fora da caixa”, mas em sua borda, em todos os seus cantos, suas abas etc.

Quanto ao meio business, o Design Thinking é conduzido porque a mudança e a inovação parecem ser fundamentais para as organizações que estão o experimentando.

Para enfrentar os desafios associados, maneiras mais inteligentes de trabalhar precisam ser concebidas.

Como as organizações estão se integrando horizontalmente, e a tecnologia está apoiando esse tipo de conduta, bem como possibilitando mais colaboração e mobilidade multifuncional, esse tipo de processo cria um novo ambiente e fornece uma plataforma para diferentes formas de trabalho que são mais envolventes, transparentes, rápidas e de maior desempenho.

Ao invés de planejar negócios da forma tradicional, o Design Thinking é iniciado antes mesmo que os projetos comecem a fornecer uma base sólida para justificar ações e investimento de capital.

Assim, as empresas podem ter um grau de certeza muito maior e menos ambiguidade ao realizarem negócios, sabendo que os detalhes específicos do projeto foram considerados com um olhar para a colaboração, o teste, a tentativa e o erro.

Também se assevera que as técnicas e estratégias de design devem pertencer a todas as áreas de uma empresa.

O pensamento de design não é apenas para designers, mas também para funcionários criativos e líderes que procuram infundir o pensamento de design em todos os níveis de uma organização, produto ou serviço, a fim de impulsionar novas alternativas para empresas e, claro, para a sociedade.

Design Thinking: exemplos da vida real

Modalidade Design Thinking

A BMW é um excelente exemplo de empresa que escolheu a empatia em face das estatísticas para ter um diálogo mais profundo com seus clientes.

A empresa dedica-se a projetar não só carros, mas a experiência profunda de possuir um carro da marca, e o que isso significa para proprietários.

A abordagem da BMW é oferecer especialistas em seus showrooms, os quais dedicam tempo para ajudar os consumidores a decidirem sobre a escolha do veículo.

O mais genial da BMW nem sequer é seu produto.

A inovação é ter alguém para assessorar os clientes e fazê-los compreender muito mais sobre as benesses do que é vendido, mostrar as funcionalidades e os diferenciais na prática.

Ou seja, a motivação da empresa é a satisfação do cliente.

Outro exemplo que não poderíamos deixar de mencionar é a Uber.

A Uber rapidamente transformou o mercado de táxis visando observar os aspectos do serviço que as companhias de táxis sempre negligenciaram.

A indústria de táxi foi complacente e pagou o preço.

A empresa “chegou no topo” usando o Design Thinking centrado no usuário, a fim de “reimaginar” a experiência do táxi.

Hoje é considerada uma pioneira do Design Thinking.

Conclusão sobre Design Thinking

Conclusão sobre Design Thinking
Créditos: Freepik

Com um sólido fundamento na ciência e racionalidade, o Design Thinking procura gerar uma compreensão holística e enfática dos problemas que as pessoas enfrentam.

Ou melhor, o design thinking tenta “simpatizar com os seres humanos”.

Isso envolve conceitos ambíguos ou inerentemente subjetivos, como emoções, necessidades, motivações e comportamentos.

A natureza das soluções propostas no processo de Design Thinking torna esse tipo de abordagem mais sensível e interessada no contexto em que os usuários operam e os problemas e obstáculos que podem enfrentar ao interagir com um produto.

O elemento criativo do Design Thinking é encontrado nos métodos usados ​​para gerarem soluções e insights sobre as práticas, ações e pensamentos de usuários reais.

O pensamento do design é iterativo e não-linear.

Isso significa que a equipe de design usa continuamente seus resultados para revisar, questionar e melhorar seus pressupostos, entendimentos e resultados iniciais.

Logo, os resultados da fase final do processo de trabalho informam a compreensão do problema, ajudam a determinar os seus parâmetros, permitem redefini-lo e, talvez o mais importante, fornecer novos conhecimentos para que se possa visualizar qualquer alternativa ou solução que talvez não estivesse disponível em um nível anterior de compreensão.

Exemplo disso é o fato de que uma compilação de dados é capaz de demonstrar o hábito de alguém, como no caso de uma pessoa que se endivida.

No entanto, esses dados, por si só, não são capazes de demonstrar a razão pela qual as pessoas fazem determinadas escolhas, como se endividar para comprar o produto X, mas não o produto Y.

Em outras palavras, dados são muitas vezes descontextualizados da cultura, dos valores, das aspirações e das motivações, que representam aquilo que impulsiona o comportamento humano.

Falhar em entender por que as pessoas se comportam de determinada maneira pode levar a suposições erradas e decisões mal informadas.

Para inovar com sucesso, as empresas precisam combinar dados quantitativos e qualitativos para fornecer uma visão mais profunda sobre o que influencia o comportamento das pessoas.

Essa é a chave para o desenvolvimento de inovações que ressoam no nível emocional das pessoas.

Ser capaz de se colocar no lugar do cliente é vital para que as empresas tenham sucesso.

Aliás, essa é a essência do pensamento de design.

No entanto, muitos produtos e serviços falham quanto à “experiência do usuário”.

Essa falta de empatia com os clientes pode levar à “lacuna da empatia egocêntrica” por parte dos empreendedores.

Isso acontece quando as empresas projetam suas próprias preferências de produtos e serviços nos clientes e superestimam o que valorizam do que o público realmente aprecia.

O resultado: produtos e serviços que não agregam valor para os clientes.

Em conclusão, não é exagero pensar que para sobreviver e ter sucesso no mundo complexo de hoje, as empresas precisam gerar produtos e serviços que melhorem a vida de seus clientes.

Ser capaz de ver o mundo através dos olhos e dos corações de seus clientes é, sem dúvida, o segredo do sucesso de um negócio na atualidade.

[Total: 1    Média: 5/5]
Tags
Continuar Lendo

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close