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Guia Definitivo de Como Investir no Tesouro Direto

No mundo capitalista o dinheiro ganhou importância ímpar. Mais do que uma simples moeda de troca, tornou-se símbolo de poder e de possibilidade de realizar seus sonhos.

Nesse cenário, conseguir fazer render o capital tornou-se obsessão para muitas pessoas. E uma boa opção é buscar o investimento no Tesouro Direto.

Investimento seguro por muito tempo foi sinônimo de poupança. Os riscos de uma renda variável assustam muitos brasileiros que não gostam da ideia de perder dinheiro.

Mesmo assim, investir no Tesouro Direto é algo pouco conhecido pela maioria da população e que, além de ser um investimento bem seguro, ainda traz resultados superiores à poupança.

O que é Tesouro Direto?

O governo tem diversas obrigações a cumprir dentro da sociedade: escola, saúde e educação são alguns exemplos disso.

Naturalmente que para tudo isso funcionar, o governo precisará de dinheiro.

Uma boa parte dela, como todos sabem, surge dos impostos (IPTU, IPVA, Imposto de Renda, etc.) – os quais, aliás, estão entre os maiores do mundo em percentual.

A segunda maneira é através da emissão de títulos públicos. De grosso modo, esses títulos públicos são títulos emitidos para que as pessoas possam “emprestar” dinheiro ao governo, recebendo algum valor em benefício sobre eles.

É o mesmo conceito de debêntures, com a diferença de que aqui o dinheiro é emprestado ao governo – e não para outras empresas.

Existem basicamente três tipos de títulos públicos que alguém pode comprar:

Títulos pré-fixados

O valor de retorno do investimento é determinando anteriormente (por isso é pré-fixado).

No ato da compra daquele título, o investidor já sabe quanto irá receber ao final do prazo estabelecido.

Títulos pós-fixados

Ao contrário dos títulos pré-fixados, os títulos pós-fixados trazem variações de acordo com a alteração da taxa Selic.

Neste caso, o rendimento está diretamente associado ao que acontece com a Selic (será melhor ou pior dependendo se a taxa Selic subir ou descer).

É o tipo mais comum de compra de títulos públicos.

Títulos híbridos

Nada mais é do que uma mistura dos tipos anteriores.

Uma parte será pré-fixada e outra será paga de acordo com a movimentação de algum índice (poderá ser IPCA ou IGP-M, não necessariamente a taxa Selic).

Investir no Tesouro Direto é seguro?

Uma dúvida muito comum sobre investimentos no Tesouro Direto é em relação ao retorno versus o risco – como em qualquer tipo de aplicação.

Para quem é muito conservador (isto é, não gosta de expor seu dinheiro), trata-se de uma ótima opção.

O risco é realmente muito baixo nesse tipo de investimento. Até pode acontecer do governo não pagar, mas esse risco é quase mínimo.

Caso venha a acontecer, ou seja, caso chegue na data do pagamento e o governo não realize seu pagamento, é certo que o país estará em situação muito pior do que a sua perda – inclusive para bancos que utilizam muito desse tipo de aplicação.

Outro fator que deve ser levado em conta antes de aprender como investir no Tesouro Direto é sobre a retirada dos fundos.

Caso precise pegar o dinheiro de volta antes do prazo estipulado para pagamento, é possível que você deixe de ter qualquer lucro ou mesmo apresente uma perda do seu capital.

Na poupança, embora com menores rendimentos, a recuperação é instantânea e não representa qualquer custo para o seu investimento.

Como Investir no Tesouro Direto

Comprar títulos públicos não é complicado. Pelo contrário: é algo extremamente simples, sendo resolvido depois de alguns passos simples.

Abra uma conta em uma instituição financeira autorizada

A pessoa que optar por investir em títulos do Tesouro Direto precisará possuir uma conta corrente com alguma instituição financeira (banco ou corretora) que tenha esses títulos no seu trabalho, realizando o cadastro com elas caso não seja cliente.

Essa instituição financeira que fará a intermediação na compra de títulos públicos é chamada de agente de custódia.

Acesse a área restrita do Tesouro Direto

Após finalizar o cadastro, o agente de custódia selecionado irá enviar ao seu cliente uma senha de acesso à área restrita do Tesouro Direto. Neste local que a compra de qualquer título será efetuada.

Realize a compra do título desejado

Nesta etapa é importante que o investidor tenha claro o que deseja comprar, especialmente sobre o tipo de rentabilidade do Tesouro Direto.

Conforme citado anteriormente, os títulos poderão ter diferentes tipos de pagamento e saber se a preferência é por pós-fixados ou pré-fixados é importante para não ocorrer arrependimento sobre o investimento.

Outro aspecto a ser considerado é a forma do recebimento dos rendimentos.

Ele poderá ser feito de uma única vez ao final do período ou em juros periódicos ao longo do tempo.

Cada tipo de título do Tesouro Direto tem uma opção diferente sobre os rendimentos e deve ser considerada.

A quantidade mínima a ser comprada de cada título deve ser de 1% do valor total da sua disponibilidade, sendo que o valor mínimo é de R$30.

Após finalizar a compra, o investidor receberá a informação da data limite para o depósito para a corretora ou banco (eles informarão onde o depósito deve ser realizado).

Monitore os investimentos

Não é porque um título público tem boa segurança que ele deve ser esquecido lá com o investimento feito.

Deve-se acompanhar e monitorar os resultados do Tesouro Direto, mas sempre acompanhando a estratégia.

Se for um título pós-fixado, é interessante ver periodicamente o quanto está rendendo e vendê-lo caso esteja acima do esperado.

O importante é pensar no longo prazo e seguir o que foi planejado para não causar arrependimentos posteriores.

Para melhor acompanhamento é possível dividir o investimento em diferentes tipos de títulos públicos, aumentando as possibilidades de rendimentos.

Atualmente o Tesouro Direto apresenta alta liquidez, permitindo negociações quase que diariamente.

Taxas do Tesouro Direto

Os rendimentos adquiridos através de títulos públicos não estão livres de tributação. Existem três taxas principais:

Imposto de Renda: as faixas variam de acordo com o tempo de aplicação, iniciando em 22,5% nos primeiros 180 dias. O imposto cai com o passar do tempo para 20% ( até 360 dias), 17,5% (entre 360 dias e 720 dias) e 15% (aplicações com mais de 720 dias).

Taxa de custódia: é a taxa cobrada pela BMF&BOVESPA e será 0,3% sobre o valor dos títulos.

Taxa da instituição financeira (corretora ou banco): o valor é variável de acordo com a instituição. Por isso é fundamental analisar não apenas as facilidades que elas oferecem, mas principalmente as suas taxas.

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